Ontem estávamos em mais uma discussão de mulheres lá em casa como sempre falávamos sobre homens, sexo e blá...blá...blá...
É engraçado como as coisas não mudam, mesmo passados tantos séculos de vida sexual, de manuais ilustrados, de romances como os de Henry Miller que eu li para escândalo de muitos aos 15 anos, parece que ainda existe muita confusão nas cabeças masculinas sobre o que é uma boa performance sexual. Tomando por base conceitos tão simples como dar e receber, entendam o verbo dar como sinônimo de presentear/oferecer e não no sentido de dar pancada, como uns e outros pensam. Há homens que confundem sua atuação sexual com momentos puramente circenses, julgando-se grandes artistas, alguns já tendendo para a teatralização ridícula, de um monólogo de adoração "O Homem, seu pênis e seu prazer". "O verdadeiro artista é aquele que agüenta" já dizia Serafin Saudade. No entanto existem várias nuances relativas a esta questão. Não basta agüentar, há que saber manter o nível em tudo. E anda faltando nível ao homens. Não se sintam ofendidos. Infelizmente vocês primam pela ignorância de achar que quantidade é qualidade.
Tenho ouvido, das amigas, as descrições mais jocosas e hilárias em relação aos chamados "homens performáticos". Mas o que será esse tal "performático" é aquele tipo que está ali para mostrar que é o bom, o tal, que não dispensa um espelho para se mirar. Tudo bem que gostamos de ver uma bundinha de homem durinha no reflexo do espelho, mais daí ao cara ficar conversando com o próprio membro na primeira pessoa em quanto olha e se admira no espelho tem uma grande diferença. Pior enquanto prova a si próprio que é bom, e no fim pergunta sempre se ele foi bom, e não se foi bom para ela, o que faz toda a diferença. Isso por si só já mata uma boa transa. Tudo bem que às vezes o "performático" é de "fato" e de "falo" dotado pela Mãe Natureza no que diz respeito à anatomia, pena que tamanho não resolve tudo. Ta, sei que algumas vão dizer que tamanho é documento, é que o tamanho resolve algumas coisas, até concordaria, mas sei que não resolve falta de jeito, egoísmo, exibicionismo exacerbado e falta de educação.
E como diz uma amiga minha no meio da rodinha "de que me vale um grande bobão, às vezes é melhor um pequeno esperto e brincalhão". E o pior é que nestas como em tantas outras circunstâncias da vida, a boa educação obriga a nós donzelas que façamos cerimônia e não expliquemos ao artista do circo "palhaço" contorcionista que não é preciso mudar dez vezes de posição durante a execução do espetáculo, cuspir fogo, atirar bolas coloridas para o ar ao mesmo tempo ou saltar do trapézio e cair em cima de você como o homem bala para que o momento seja excitante e compensador. Quando eles vão entender que sexo não é o Jogo do Afoga Ganso onde o "artista de circo" precisa se superar prova atrás de prova, nem nenhum quizz show onde cada concorrente tem de provar ser mais inteligente que o outro.
Para o artista de circo sexual que quiser os 15 minutos de fama, melhor recorrer à indústria pornográfica, brasileira ou estrangeira, já que para o trabalho em questão nem sequer é preciso falar bem línguas, e sim usá-la. Então melhor não esquecer que lugar de palhaços é no circo. E mesmo assim, apenas para quem gosta. Vou logo avisando minha cama não é picadeiro. E segundo a nossa querida Ministra do Furismo, Marta Suplicy o lance é "Relaxar e gozar". No Stress.
